terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

OU MUDAMOS OU MORREMOS



Hoje vivemos uma crise dos fundamentos de nossa convivência pessoal, nacional e mundial. Se olharmos a Terra como um todo, percebemos que quase nada funciona a contento. A Terra está doente e muito doente. E como somos, enquanto humanos também Terra (homem vem de humus=terra fértil), nos sentimos todos, de certa forma, doentes. A percepção que temos é de que não podemos continuar nesse caminho, pois nos levará a um abismo. Fomos tão insensatos nas últimas gerações que construimos o princípio de auto-destruição. Não é fantasia holywoodiana. Temos condições de destruir várias vezes a biosfera e impossibilitar o projeto planetário humano. Desta vez não haverá uma arca de Noé que salve a alguns e deixa perecer os demais. O destino da Terra e da humanidade coincidem: ou nos salvamos juntos ou sucumbimos juntos.
Agora viramos todos filósofos, pois, nos perguntamos entre estarrecidos e perplexos: como chegamos a isso?
Como vamos sair desse impasse global? Que colaboração posso dar como pessoa individual?
Em primeiro lugar, há de se entender o eixo estruturador de nossas sociedades hoje mundializadas, principal responsável por esse curso perigoso. É o tipo de economia que inventamos. A economia é fundamental, pois, ela é responsável pela produção e reprodução de nossa vida. O tipo de economia vigente se monta sobre a troca competitiva. Tudo na sociedade e na economia se concentra na troca. A troca aqui é qualificada, é competitiva. Só o mais forte triunfa. Os outros ou se agregam como sócios subalternos ou desaparecem. O resultado desta lógica da competição de todos com todos é duplo: de um lado uma acumulação fantástica de benefícios em poucos grupos e de outro, uma exclusão fantástica da maioria das pessoas, dos grupos e das nações.
Atualmente, o grande crime da humanidade é o da exclusão social. Por todas as partes reina fome crônica, aumento das doenças antes erradicadas, depredação dos recursos limitados da natureza e um ambiente geral de violência, de opressão e de guerra.
Mas reconheçamos: por séculos essa troca competitiva abrigava a todos, bem ou mal, sob seu teto. Sua lógica agilizou todas as forças produtivas e criou mil facilidades para a existência humana. Mas hoje, as virtualidades deste tipo de economia estão se esgotando. A grande maioria dos países e das pessoas não cabem mais sob seu teto. São excluidos ou sócios menores e subalternos, como é o caso do Brasil. Agora esse tipo de economia da troca competitiva se mostra altamente destrutiva, onde quer que ela penetre e se imponha. Ela nos pode levar ao destino dos dinossauros.
Ou mudamos ou morremos, essa é a alternativa. Onde buscar o princípio articulador de uma outra sociabilidade, de um novo sonho para frente? Em momentos de crise total precisamos consultar a fonte originária de tudo, a natureza. Que ela nos ensina? Ela nos ensina, foi o que a ciência já há um século identificou, que a lei básica do universo, não é a competição que divide e exclui, mas a cooperação que soma e inclui. Todas as energias, todos os elementos, todos os seres vivos, desde as bactérias e virus até os seres mais complexos, somos inter-retro-relacionados e, por isso, interdependentes. Uma teia de conexões nos envolve por todos os lados, fazendo-nos seres cooperativos e solidários. Quer queiramos ou não, pois essa é a lei do universo. Por causa desta teia chegamos até aqui e poderemos ter futuro.
Aqui se encontra a saida para umo novo sonho civilizatório e para um futuro para as nossas sociedades: fazermos desta lei da natureza, conscientemente, um projeto pessoal e coletivo, sermos seres cooperativos. Ao invés de troca competitiva onde só um ganha devemos fortalecer a troca complementar e cooperativa, onde todos ganham. Importa assumir, com absoluta seriedade, o princípio do prêmio de economia John Nesh, cuja mente brilhante foi celebrada por um não menos brilhante filme: o princípio ganha-ganha, onde todos saem beneficiados sem haver perdedores.
Para conviver humanamente inventamos a economia, a política, a cultura, a ética e a religião. Mas nos últimos séculos o fizemos sob a inspiração da competição que gera o individualismo. Esse tempo acabou. Agora temos que inaugurar a inspiração da cooperação que gera a comunidade e a participação de todos em tudo o que interessa a todos.
Tais teses e pensamentos se encontram detalhados nesse brilhante livro de Maurício Abdalla, O princípio da cooperação. Em busca de uma nova racionalidade.
Se não fizermos essa conversão, preparemo-nos para o pior. Urge começar com as revoluções moleculares. Começemos por nós mesmos, sendo seres cooperativos, solidários, com-passivos, simplesmente humanos. Com isso definimos a direção certa. Nela há esperança e vida para nós e para a Terra.

Leonardo Boffhttp://www.leonardoboff.com/site/lboff.htm

terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

SERES DECENTES




Quando cumpria o seu segundo


mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe


apresentada pelo Governo uma


Lei congeminada especialmente


contra si


O texto impedia que o vencimento do


Chefe do Estado fosse «acumulado

com quaisquer com pensões de reforma


ou de sobrevivência » públicas que


viesse a Receber.


Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo --


se de auferir uma aposentação de militar para a


qual descontara durante toda a carreira.


O desconforto de tamanha injustiça levou-o,


mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há


pouco, se pronunciaram a seu favor .


Como consequência, foram-lhe disponibilizadas


as importâncias não pagas durante catorze


anos, com retroactivos, num total de um milhão


e trezentos mil euros.


Sem hesitar, de novo, o beneficiado decidiu,


porém, prescindir do benefício que não era,


pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados


- e não aceitou o dinheiro.


Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à


corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância,


Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma


esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo no,


arranjismo o que o imergem, nos imergem


por todos os lados.


As pessoas de bem logo o olharam empolgadas:


o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de


ânimo em altura de extrema pungência cívica, de


dolorosíssimo abandono social.


Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento


afim, quando se negou a subscrever um

pedido de pensão por mérito intelectual que


a Secretaria da Cultura (sob responsabilidade de um


Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situação

económica da escritora, atribuir-lhe. «Não,


Não peço. Se o Estado Português entender que


mereço », justificar-se-ia,« agradeço e aceito-a.


Mas pedi-la, não. Nunca! »


O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria


pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e


primeiras páginas de periódicos) explica-se pela


recalcada nossa má consciência que não suporta,


de tão hipócrita, o espelho de comportamentos semelhantes.


"A política tem de ser feita respeitando uma


moral, e uma da responsabilidade moral, se possível,


uma moral da convicção ", dirá. Torna-se indispensável


"preservar alguns dos valores de outrora, das


utopias de outrora ".


Quem o conhece não se surpreende com a sua


decisão, pois as questões da honra, da integridade,


foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário


e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta


-acrescentando os outros.


"Senti uma marginalização e tentei viver", confidenciará,


"dela fora. reagi como tímido, liderando".


O acto do antigo Presidente ( «cujo carácter e


probidade sobrelevam a calamidade moral


por aí se » tornou comum, como escreveu numa


das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos)

ganha repercussões ganha salvíficas da nossa corrompida,


pervertida ética.


Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o


Bastão de Marechal) preservou um nível de di --


gnidade decisivo para continuarmos a espeitar -


-nos, a acreditar-nos - condição imprescindível


ao futuro dos que persistem em ser decentes. ?


Fernando Dacosta em tempo livre. Out.2008

sábado, 19 de Dezembro de 2009

NATAL - 2009

quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

FORÇA AO LISBOA GINÁSIO CLUBE - PARABÉNS!!!!



AMIGOS,
Divulguem e apoiem na medida das vossas possibilidades mais esta iniciativa do LGC, entre muitas outras.
Num país onde o desporto fosse uma prioridade para os jovens, para todos, sem os espalhafactos do futebol profissional, onde a base de uma mente sã, fosse tida em conta, não seria preciso a ajuda constante dos cidadãos que em impostos já pagam muito.
Bastava que o Estado reduzisse a sua frota automóvel e muitas das mordomias dos gabinetes e dos senhores deputados e que os bancos fossem colectados com impostos equivalentes às empresas e aos demais cidadãos e então esses fundos fossem aplicados no desporto amador recompensando aqueles que como o Lisboa Ginásio Clube colocam Portugal ao mais alto nível mundial em diversas modalidades, teríamos um povo mais culto menos subserviente, menos apático, mais saudável, mais alegre, mais feliz, mas isso não interessa a muitos e assim estamos como estamos.
Bem-hajam os que movidos pela solidariedade, pelo amor, ainda lutam contra este estado de coisas.
Barafuste-se, questiona-se, não nos calemos, pondo a cabeça na areia e/ou olhando para o lado, porque o caso do jovem e nosso querido Tiago não é caso único do desprezo a que são votados pelos políticos muitos dos desportitas amadores necessitados e outros que com medalhas olímpicas (caso Esbela da Fonseca, também do Lisboa Ginásio), são com pletamente esquecidos porque não dão visibilidade, nem viagens, nem enchem o ego dos mais responsáveis (que não são minimamente responsabilizados) por terem deixado chegar o desporto amador onde chegou.
Saudações ginasistas do,

António Miguel

terça-feira, 24 de Novembro de 2009

ESTADO DAS COISAS


QUANDO A JUSTIÇA TREME

A história da justiça é negra quando é avaliada pelos resultados e pela eficácia no combate ao crime económico e à corrupção. O sistema de justiça treme e abana todo quando é confrontado com uma investigação criminal em que os visados são gente poderosa e com influência. E treme de baixo para cima e de cima para baixo, dando uma imagem de si própria de medo e de falta de confiança.

A justiça e os seus actores não estão preparados para lidar com este tipo de criminalidade, nem têm capacidade ou força para enfrentar gente fina de colarinho branco, para investigar os ‘donos’ do regime democrático. Sim, porque o verdadeiro dono do regime político não é o povo que vota de quatro em quatro anos, mas os partidos políticos com vocação de poder. A lógica clientelar partidária transformou os partidos em oligarquias que se servem do poder para ajudar os amigos, os confrades, a conseguir bons empregos e bons financiamentos. Há muito que o mérito deixou de ser o elemento fundamental a ter conta no preenchimento dos bons lugares. E esta teia é tão poderosa e tentacular que, servindo-se dos valores da democracia representativa, já conseguiu, também, contaminar o sistema judicial.

A ideia de nepotismo começa a ser aceite, face ao laxismo cívico. Somos o País do faz--de-conta, das aparências e do deixa-andar. O que é preciso é fazer o jeito e não incomodar quem nos governa. E este mal já chegou à justiça. E quando a justiça treme e tem dois pesos e duas medidas, quem salva a República?

A qualidade e a eficácia da investigação criminal medem-se pelos resultados obtidos no combate e na repressão do crime económico. Tudo o mais pouco interessa para a transparência e qualidade da democracia.

O défice da acção penal, no campo da repressão deste tipo de crimes, o desfasamento dos códigos relativamente a estes crimes, a ausência de uma prevenção corajosa e a morosidade, fazem o resto que falta para esta pálida imagem da justiça.

Neste momento difícil na vida dos tribunais, devido a processos como ‘Submarinos’, ‘Sobreiros’, ‘Freeport’, ‘Apito Dourado’, ‘BPN’ e ‘Face Oculta’, era chegada a hora de os juízes dizerem basta. Bastava, que quisessem, exercer as suas competências constitucionais, de forma exemplar e rigorosa, pondo na ordem esta gente que pensa estar acima da lei. Não era preciso invadir as competências atribuídas ao poder político.

E, se em vez de tremerem, agissem bem e depressa, tinham o cidadão como aliado, reganhando, junto da sociedade, o prestígio e a confiança perdida. A escolha é entre o abismo com morte certa e o paraíso da moral e da ética que nos salva a alma.

Rui Rangel, Juiz Desembargador


Nota deste Blogue: A voz deste Magistrado, por quem eu já nutria alguma simpatia, deixa ver uma luz no fundo túnel ?
Mas o problema não reside só nos processos acima referidos onde falta o processo "Casa Pia" e outros mais ainda. O problema é vastíssimo e pesado e requer um tratamento urgente e adequado, para que a justiça em Portugal seja Justiça atempada onde todos os portugueses sem excepção tenham direito e acesso a essa Justiça.
Se nada for feito nem os melhores Juizes se safarão de um castigo severo onde as benesses que usufruem podem ser fortemente afectadas.
Os senhores juízes com dignidade salvem o sistema, salvem-se a si próprios e salvem os seus colegas incompetentes e corruptos, enfim, salvem Portugal
Amiguel

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Paulo Penedos (ex-candidato à Câmara de Vila Nova de Poiares!!!), no "Face Oculta" in Jornal I, on-line de 18-11-2009


"Quem cabritos vende e cabras não tem de algum lado lhe vem ......."

O Ministério Público está convencido de que José Penedos conhecia, concordava e até estimulava o esquema de tráfico de influências que o empresário Manuel Godinho - O único arguido do processo "Face Oculta" que está preso - propôs ao filho Paulo Penedos. O filho Penedos é apanhado nas escutas feitas pelos investigadores da Judiciária um afirmar o seu poder de influência junto do pai, que para as empresas de acabassem Godinho favorecidas nos concursos e adjudicações promovidas pela REN, empresa de capitais públicos.

É verdade que José Godinho bue um José Penedos presentes de Natal ", alguns de considerável os valentes", entre 2002 e 2007, COM A excepção do ano de 2005. Mas, no despacho do Ministério Público que autoriza as buscas, são as escutas ao filho Paulo que permitem concluir pelo eventual Envolvimento do pai José no esquema de favorecimento.

"No dia 11 de Maio de 2009, pelas 14h23, Paulo Penedos contactou telefonicamente Manuel Godinho dizendo-lhe que uma proposta relativa às instalações da REN existentes na Tapada do Outeiro havia Sido recebida, sendo do conhecimento do seu pai, que já tinha garantido um sua Aprovação ", afirma o Ministério Público. Mas, em Junho, Manuel Godinho recebe uma carta que "não corresponde a uma decisão de ADJUDICAÇÃO, mas antes a um pedido de apresentação da proposta". De imediato, um dos homens de Godinho (Namércio Cunha) "transmitiu um Paulo Penedos o desagrado de Manuel Godinho, ao que Paulo Penedos, ao mesmo tempo que lhe fez sentir que uma decisão estava tomada, o alertou para uma Necessidade manifestada por seu pai de Serem observados os formalismos indispensáveis à não criação de fragilidades ".

Também na renovação do contrato de gestão global de resíduos entre a REN e as empresas de Manuel Godinho, Paulo Penedos "assumir uma condução do processo", o que o Ministério Público conclui depois de ouvir uma conversa entre Godinho e Paulo Penedos, um de 8 Junho. No dia seguinte, Paulo Penedos telefona novamente uma Godinho dizendo "-Que lhe uma proposta com os preços para uma renovação do contrato com uma REN foi entregue em mão a seu pai".

Três dias depois, Paulo Penedos faz outro telefonema onde relata uma Manuel Godinho mais uma conversa com o pai. "No dia 12 de Junho de 2009, pelas 15h59, Paulo Penedos contactou telefonicamente Manuel Godinho, dizendo-lhe ter um estado discutir com o seu pai a questão da Tapada do Outeiro ea renovação do contrato com uma REN".

No dia 17 de Junho, há luz verde para uma renovação do contrato ", fruto da intervenção decisiva de José Penedos No processo de decisão", conclui o Ministério Público. A 8 de Julho, Paulo Penedos informa Godinho de que uma decisão de ADJUDICAÇÃO A empresa de Godinho dos trabalhos de limpeza e demolição das instalações da REN na Tapada do Outeiro anunciada seria "daí a umas horas".

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Factos lamentáveis em Vila Nova de Poiares

NOS SEUS ACOSTUMADOS DESAFOROS O PRESIDENTE DA CÂMARA ATACA A IGREJA CATÓLICA:

É lamentável este facto, porque ele aconteceu e pela sua falta de verdade.
Estive presente na missa do dia 11 de Outubro, dia de eleições, desde o inicio da celebração.
O celebrante que presidiu à Eucaristia não disse nada do que o presidente da Câmara afirma.

Primeiro, o padre em questão, homem de notável integridade moral e cultural, fez uma homilia enquadrada nos textos liturgicos do dia.
Apenas referiu que por vezes em algumas Câmaras as pessoas têm que usar meios de "suborno", para obter o que precisam e lhes é de direito ter. Nunca se referiu à Câmara de Poiares ! No entanto até pediu desculpa, pelo que disse, dado que se estava em dia de eleições.
Todos nós "vemos, ouvimos e lemos" como diz a canção, porquê ignorar e armarmo-nos em falsos moralistas?

Não é submetendo o Povo ao medo que se consegue encobrir seja o que for e onde quer que seja, tudo tem o seu limite e seu tempo, para que as leis universais se cumpram mais dia menos dia.
Segundo, oito dias antes, aquando da sua primeira homilia em Poiares, os elementos do Conselho Económico da Paróquia (CEP) convidaram o referido padre para uma almoço de cortesia, não o deixando ir para Coimbra sem terem uma atenção, gesto normal quer para não crentes e muito mais normal para crentes.
Não houve qualquer campanha política e quem conhece esse presbitero, sabe que ele jamais aceitaria tal envolvimento !
Por coincidência foi almoçar no mesmo restaurante o candidato da oposição que ao ver a mesa onde se encontrava o padre com os elementos do CEP foi apresentar cumprimentos, um gesto de simpatia .
Terceiro, se o presidente de Câmara fosse católico jamais utilizaria as palavras que utilizou, ou mentiria, ou envolveria outras pessoas que professassem da mesma fé.

Resumindo. o presidente da Câmara mentiu no seu discurso da tomada de posse do dia 31.10.09 .
Católicos contra católicos?!
O acto desabrido do presidente da Câmara só prova à saciedade que ele não é católico nem assume os princípios cristãos, mesmo que não católicos. Se ele tivesse uma noção correcta da separação de poderes e/ou soubesse qual é a missão da Igreja na Terra, jamais tomaria a posição que tomou querendo amedrontar tudo e todos como é sua prática, sem qualquer respeito pela dignidade e privacidade de outras pessoas.
É lamentável este facto, a todos os títulos!!

É muito lamentável mesmo que também alguns Orgãos da Comunicação Social sequiosos de notícias não procurem a verdade dos factos e se envolvam em tricas de baixo nível, apenas para "vender" notícias de espalhafacto.
Só uma informação de verdade contribuirá para o desenvolvimento de Portugal!
Sou uma testemunha da verdade dos factos e não me envolvo com apreciações de outras referências feitas pelo presidente da Câmara, também inoportunas e venenosas.
É fundamental saber gerir conflitos, se os houver, e não gerar conflitos, querendo surgir como vitima aos olhos do Povo. Práticas bem conhecidas da ciência política!
É preciso serenidade, seriedade, decoro e bom-senso quando se desempenham certas funções !!


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